Nesta etapa final do mês de agosto, os mercados físicos de frango vivo e suíno vivo ainda trabalharam com preços firmes. O bom momento do mercado internacional para ambas as carnes brasileiras ainda segue colaborando de forma decisiva para suporte à demanda e garantindo firmeza aos valores oferecidos ao produtor.

O preço médio em dólar da tonelada vendida no exterior caiu em relação ao ano passado, no entanto, como o dólar teve nesse mesmo período uma valorização de mais de 50%, o faturamento em reais está maior. Neste contexto, o aumento das exportações e a maior procura no mercado doméstico por proteínas mais baratas, em razão do elevado preço da carne bovina, foram suficientes para enxugar o mercado de animais vivos e manter o elevado patamar que os preços atingiram.

Para a avicultura, mesmo com uma maior produção interna, os embarques seguem superiores ao ano passado puxando a demanda de aves para abate. A expectativa do setor é que o desempenho siga crescente nos próximos meses, favorecido por problemas sanitários em importantes países produtores e concorrentes do Brasil.

Em relação a suinocultura, a cadeia ainda trabalha com uma produção bem ajustada a demanda em função da menor disponibilidade de animais terminados nos planteis. Neste contexto, o bom desempenho das exportações de carne suína nos últimos meses e a recuperação do consumo interno com o frio e proximidade das festas de final de ano seguem favorecendo firmeza aos preços do suíno vivo.

Fonte: Informa Economics FNP